INFORMATIVOS

INFORMATIVO N° 1482

 

REDACÃO: Hoana Talita Gehlen / Eduardo Oliveira

DATA: 15/10/2020

SITE: www.fetagrs.org.br

 

 
Informativo FETAG-RS e Sindicatos dos Trabalhadores Rurais.

Um programa da Federação dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul e dos 320 Sindicatos filiados. Transmitido em todo o Estado com informações para o agricultor, agricultora e pecuaristas familiares.

 

 

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GEADAS EM AGOSTO FIZERAM LAVOURAS DE TRIGO REGISTRAREM QUEDA DE ATÉ 40% NA PRODUÇÃO

 

 
A região de Santa Rosa abriu a colheita do trigo, no Rio Grande do Sul. Os produtores aproveitam o tempo bom para intensificar os trabalhos, avaliar a qualidade do produto e os impactos da geada que atingiu as lavouras no final de agosto.Os preços estão atrativos, realimentando as expectativas dos produtores do estado que buscaram no trigo uma alternativa para equacionar as dificuldades econômicas com a estiagem da safra de verão.

 

O produtor Elton Froehlich plantou 40 hectares de trigo na safra 2020/2021, no município de Santo Cristo, região Noroeste do Rio Grande do Sul . As variedades precoces sentiram mais os efeitos da geada de agosto, prejudicando o desenvolvimento da lavoura.“Estamos iniciando a colheita do trigo, variedades não tão precoces, mas que também sofreram muito com a geada. Esperamos atingir produtividades em torno de 25, 30 sacas [por hectare].

 

Com as cultivares mais precoces, as perdas foram maiores. Então, acreditamos que ficando nesta produtividade, de 25 a 30 sacas, poderemos com o valor do trigo pagar as despesas, mas a expectativa de rentabilidade em cima da cultura do trigo, deste ano, foi a chance de prejuízo. Ela, hoje, é muito maior, do que de ganhar dinheiro, do que sobrar alguma coisa. Vamos ficar contentes se conseguir fechar as contas . Essa seria a meta da cultura do trigo”, disse.Ele diz que trabalha no sistema de rotação e vem plantando todo o ano, em função da cobertura de palha. “Ficamos com a expectativa de, às vezes, poder ter alguma rentabilidade. Como somos pequenos produtores, não temos muita alternativa a não ser plantar e esperar ter um retorno financeiro com a cultura, mas ocorrem as intempéries climáticas, então temos que lidar com elas também”, completou.

 

A colheita também avança na propriedade do Arcione Magnani, que fica no município de Santa Rosa. Ele semeou 53 hectares de trigo nesta safra e está colhendo prejuízo. “A geada nos prejudicou muito. O trigo é uma planta que não deixa rentabilidade para o produtor nos últimos anos, mas é uma forma de garantir uma boa palhada. Lavoura limpa para implantar a soja, depois, mais tarde, na época de fim de outubro , novembro, que é o plantio da soja”Aos poucos, os prejuízos com a geada começam a aparecer com a colheita. De acordo com a Emater, na regional de Santa Rosa, que reúne 45 municípios, a perda estimada na produtividade do trigo é de 40% e os produtores já solicitaram cobertura do seguro agrícola.Os produtores gaúchos plantaram mais trigo, nesta safra. A área aumentou quase 21% em relação ao ano passado, com a expectativa de bons preços na comercialização e também como alternativa para recuperar os prejuízos com a safra de verão. 

 

 
Fonte: Canal Rural

 

 

 

15 DE OUTUBRO - DIA DA MULHER TRABALHADORA RURAL: A NOSSA LUTA É PELA VIDA!

 

 
Hoje, 15 de outubro, é celebrado em todo o mundo o Dia da Mulher Trabalhadora Rural. Essa data faz, anualmente, a FETAG-RS e seus Sindicatos refletirem mais sobre os grandes desafios colocados às mulheres, principalmente às trabalhadoras rurais agricultoras familiares.
O enorme corte no orçamento público e o consequente desmonte das políticas para o campo, por exemplo, impactaram principalmente as mulheres. 

 

 
As trabalhadoras rurais representam 45% da força de trabalho e contribuem com mais da metade da produção de alimentos consumidos no País, segundo o Censo Agropecuário 2017 (IBGE).

 

 
A agricultura familiar é a fonte de renda de inúmeras famílias brasileiras e, além disso, alimenta uma cadeia econômica de grande complexidade. Os seus princípios estão em consonância com a agroecologia, valorizando a sustentabilidade ambiental, social e econômica, eixos que dialogam diretamente com a Plataforma da Marcha das Margaridas.

 

 
São as mulheres trabalhadoras rurais agricultoras familiares que, na maioria dos casos, tomam a iniciativa e estimulam as suas famílias à transição de produções convencionais para o modelo agroecológico. Elas são responsáveis por grande parte da produção e são fundamentais para garantir a conservação e manejo da biodiversidade, com destaque para o resgate e multiplicação da diversidade das sementes crioulas e para a produção de alimentos saudáveis, desde os seus quintais produtivos.

 

 


SINDICATOS SÃO BENEFICIADOS COM EQUIPAMENTOS

 

 
Nesta semana foram entregues os últimos kits de equipamentos do projeto de implantação do serviço de acesso ao sistema de defesa agropecuária aos Sindicatos dos Trabalhadores Rurais localizados na região sul e fronteira do Estado. Os eventos de entrega foram realizados nos municípios de Pinheiro Machado e Bagé.

 

 
O projeto proposto pela FETAG-RS em parceria com o Fundesa e SEAPDR, tem como objetivo a entrega de materiais de escritório e equipamentos de informática para 55 Sindicatos localizados em até 50km das fronteiras da Argentina e do Uruguai. Estes equipamentos serão utilizados para a emissão de Guia de Transporte Animal – GTA aos agricultores e pecuaristas familiares. Além da emissão das guias no Sindicato, o agricultor poderá contar com orientações técnicas. 

 

 
Para o tesoureiro da FETAG-RS e um dos diretores responsáveis pela área da Pecuária, Agnaldo Barcelos “este projeto é fundamental para dar condições aos Sindicatos à prestarem mais um serviço ao agricultor e pecuarista. Enquanto entidades, nós FETAG-RS, o Fundesa e a SEAPDR, precisamos orientar os agricultores, auxiliá-los para a condução do rebanho e melhor manejo da propriedade”.

 

 
A Coordenadora Estadual de Mulheres da FETAG-RS e também diretora da área da pecuária na federação, Maribel Moreira, acompanhou a entrega dos equipamentos.


No mês de novembro os dirigentes e colaboradores dos Sindicatos beneficiados passarão por treinamento para operação do sistema.

 

 

A CONTRIBUIÇÃO SINDICAL MANTÉM O MOVIMENTO FORTE E ATUANTE

 

A Contribuição Sindical dos(as) Agricultores(as) Familiares é realizada para o Sistema Confederativo – CONTAG – FETAG e Sindicato dos Trabalhadores Rurais. Ela é devida por toda a categoria, trabalhadores(as) ou empregados(as). Ou seja, todos aqueles que são trabalhadores rurais e não possuem empregados e exercem a atividade rural, individualmente ou em regime de economia familiar, sendo proprietário, arrendatário, parceiro, meeiro ou comodatário.

 

Para o tesoureiro-geral da FETAG-RS, Agnaldo Barcelos, a Contribuição Sindical é uma das formas de manter o Movimento Sindical atuante, forte e em constante luta para assegurar o direito dos agricultores familiares. Agnaldo reitera que embora a Contribuição seja facultativa, é uma obrigação dos agricultores(as), pois quando da conquista de um benefício para a classe todos recebem as melhorias.

 

 
O valor da Contribuição Sindical da Agricultura Familiar referente ao exercício 2020 é de R$ 35,00 (trinta e cinco reais) por membro do grupo familiar.